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DEI - Departamento Estadual de Imprensa do RN
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Quinta-feira, 23/05/2013

Múseu - Departamento Estadual de Imprensa

O Museu da Imprensa Oficial Eloy de Souza, do Departamento Estadual da Imprensa, cujo pioneirismo é incontestável - primeiro museu da imprensa do Rio Grande do Norte -, foi organizado a 13 de novembro de 2003, e inaugurado um ano depois, a 13 de novembro de 2004, quando lhe foi acrescentado o nome do patrono - Eloy de Souza.  Nele, os visitantes começaram a visualizar a feitura de jornais antigos. Mas, o museu, hoje, não é uma casa de conjunto de antiguidades – como se poderia deduzir. O museu está com características modernas, quanto ao prisma da comunicabilidade com o leitor. Graças aos funcionários o desempenho do Museu tem melhorado consideravelmente quanto ao jeito de informar. Tendo a supervisora do museu, Senhora Rosane Macedo, solicitado a compra para o local de um aparelho de tv acompanhado do sistema dvds; estes equipamentos de tecnologias contemporâneas foram comprados. Presença audiovisual numa casa de lembranças mais antigas, onde se vê como eram feitos os jornais, como as máquinas impressoras funcionavam, o conteúdo da imprensa (colunas, formas de notícias, artigos doutrinários etc., e até romances em capítulos). Por que a necessidade destes equipamentos eletrônicos no museu? Por que os funcionários que acionam o movimento das outras máquinas impressoras só comparecem quando acontece visita agendada. No caso de visitas inesperadas, não tem como os visitantes verem o funcionamento das antigas máquinas. Assim, eles conhecerão o movimento das máquinas através dos dvds; funcionamentos estes são interessantes quando se tem no acervo alguns filmes documentando a importância do museu quanto ao movimento das máquinas, com as devidas explicações técnicas dadas pelos funcionários tipógrafos.

Assim, a memória da imprensa do Rio Grande do Norte estará sempre presente às próximas gerações, forma de preservar nossa história cultural. Principalmente quanto à Imprensa Oficial, que é de muita importância para a validação dos direitos e deveres do cidadão. Imprensa Oficial em nosso Estado, que no início do século XIX tinha dificuldade em se tornar visível ao leitor, que os administradores - os chamados Presidentes de Província, depois Governadores - mandavam publicar os atos governamentais em algumas tipografias particulares - inclusive em Recife, no estabelecimento gráfico de M.F. de Faria. O carro chefe da Imprensa Oficial durante muito tempo (o jornal A República, fundado por Pedro Velho de Albuquerque Maranhão com o primeiro número lançado em 01 de julho de 1889), possibilitou a sua autonomia, pois em uma das páginas do antigo órgão republicano surgiu o Diário Oficial. Em 1932, o Diário Oficial foi separado das páginas do jornal A República, ficando na circulação os dois jornais, o Diário Oficial (publicação de leis, decretos, portarias e outros atos governamentais) e A República, verdadeira escola para os jornalistas potiguares.

 Quando citamos potiguares são incluídas personalidades que, embora não nascidas em nosso Estado, muito marcaram o perfil sociocultural do Rio Grande do Norte; como é o caso de Eloy Castriciano de Souza, que dá nome ao museu. Ele nasceu em Recife em 04 de março de 1873, embora de família norte-rio-grandense - era irmão da poetisa macaibense Auta de Souza e do também poeta e educador Henrique Castriciano, criador da Escola Doméstica. Na política, exerceu os cargos de deputado estadual, deputado federal - naquela oportunidade foi considerado o deputado federal mais jovem do Brasil igualmente como senador, aliás, em sua homenagem, existe no Estado do RN o município ‘Senador Eloy de Souza’. Jornalista e escritor talentoso foi diretor do jornal ‘A Razão’ e da Imprensa Oficial do RN; período de 1937 a 1941. Como escritor, se notabilizou por um discurso pronunciado na Câmara dos Deputados, que depois, foi publicado em forma de livro: “O Calvário das Secas”; que inspirou os ocupantes do governo federal a criarem a Inspetoria de Obras Contra as Secas que depois passou a chamar-se DNOCS – Departamento Nacional de Obras Contra as Secas, cujo regulamento foi redigido por ele.

Eloy de Souza é autor, além de “O Calvário das Secas”, das seguintes obras: “Costumes Locais”; “Alma e Poesia do Litoral do Nordeste”; “Tobias Monteiro, Jornalista e Historiador”; “A Política Financeira e as Caixas Econômicas”; “Cartas de um Desconhecido”; “Um Problema Nacional”; “Economia das Secas”; “Cartas de um Sertanejo”; “Memórias”.

 

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